Década 1970
Confira também o livro: "A luta pelo cinema: Memórias do cineclubismo no Espírito Santo"
O golpe civil-militar de 1964, que levou à ditadura que duraria até 1985 no Brasil, representou um grande baque para o movimento cineclubista brasileiro, que vinha se organizando desde 1960.
Apesar do período de censura e repressão, os cineclubes aproveitaram uma brecha legal, que permitia a existência dos mesmos e a exibição de filmes.
No ambiente universitário, onde o pensamento crítico e as mobilizações floresciam em diversos momentos tentando driblar ou enfrentar o autoritarismo, os cineclubes foram um instrumento importante de luta, num momento em que entidades estudantis estavam proibidas. Era ali que jovens se reuniam para assistir filmes diversos e discutir temas políticos, sociais, culturais e outros.
No caso capixaba, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pode ser considerada como um epicentro do ressurgimento do movimento cineclubista.
Em 1974 surge o Cineclube Universitário Cláudio Bueno da Rocha, que funciona por décadas em paralelo à existência de outros cineclubes ligados aos diferentes setores da universidade.
Durante as décadas de 1970 e 1980, o Cineclube Universitário foi fundamental na articulação do movimento cineclubista no Espírito Santo, na participação e organização de Jornadas Nacionais, realização de eventos locais e articulação de novos cineclubes, inclusive para além da universidade.
A presença de capixabas no movimento cineclubista nacional é constante, ocupando cargos no Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), que foi presidido por muitos anos por Antônio Claudino de Jesus, integrante do Cineclube Universitário
Por sua participação ativa no movimento, o Espírito Santo sediou em 1978 a Jornada Nacional de Cineclubes, realizada no município de Santa Teresa.
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Reestruturação do movimento a nível nacional
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1974: criação do Cineclube Universitário Cláudio Bueno da Rocha
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Jornadas Nacionais de Cineclubes e XVIII Jornada em Santa Teresa


